Nos dias 4 e 5 de junho de 2026, a cidade de Hong Kong tornou-se o epicentro mundial das discussões sobre saúde e segurança alimentar ao sediar o Global Public Health & Food Safety Summit 2026. O evento foi um marco histórico, reunindo as maiores Associações e Federações de Controle de Pragas do mundo para, além de debater o futuro do setor, celebrar de forma unificada o **World Pest Day (Dia Mundial de Controle de Pragas).
Mais do que um encontro de atualização técnica, a cúpula deste ano serviu como um palco decisivo para um posicionamento político e institucional da categoria.
A Diretriz da Global Coalition: Presença em Todos os Fóruns
Durante o evento, a Global Coalition transmitiu uma mensagem clara e inegociável: o setor de Controle de Pragas precisa assumir o seu lugar de direito nas mesas de decisão.
A saúde pública e a segurança alimentar globais dependem intrinsecamente do trabalho diário realizado pelas empresas controladoras de pragas. Por isso, a coalizão reforçou a urgência de o setor estar presente e ativo em todos os debates, independentemente da sua esfera:
- Globais: Em tratados internacionais e regulamentações de saúde da OMS e FAO.
- Regionais: Nas normativas continentais e pactos de comércio.
- Locais: Nas legislações sanitárias municipais e estaduais que impactam diretamente a operação das empresas.
A ausência nessas discussões cria um vácuo perigoso, muitas vezes preenchido por narrativas de quem não compreende a realidade da profissão. Mostrar a importância e o impacto do controle de pragas na sociedade é um dever contínuo de todos os profissionais da área.
Autonomia e Conhecimento: Quem Fala pelo Controle de Pragas?
Um dos pontos mais aplaudidos e debatidos durante o Summit foi a necessidade de retomada da narrativa do setor. Por muito tempo, legislações e regras operacionais foram moldadas por teóricos, burocratas ou ativistas que desconhecem a prática, os riscos e a ciência por trás do manejo integrado de pragas.
A premissa estabelecida no encontro de Hong Kong foi contundente: não podemos deixar que os outros definam o que devemos fazer.
“Quem deve falar de Controle de Pragas são os Controladores, e não pessoas que não conhecem a nossa atividade.”
Esse posicionamento não é apenas uma defesa de mercado, mas uma defesa da saúde pública. Apenas o controlador de pragas entende profundamente:
- A biologia e o comportamento dos vetores em ambientes urbanos e industriais.
- O uso seguro, racional e eficaz de domissanitários.
- As viabilidades técnicas e logísticas da execução dos serviços.
O Caminho à Frente
A celebração do World Pest Day no Global Public Health & Food Safety Summit 2026 não foi apenas uma festa, mas um chamado à ação. As Associações e Federações saem de Hong Kong com a missão de mobilizar suas bases.
O recado deixado é que a união do setor é a sua maior blindagem. Se os controladores de pragas não ocuparem os espaços de fala e não defenderem a ciência de sua profissão, terceiros o farão—e possivelmente de forma equivocada. É hora de o setor ditar as regras do seu próprio futuro, garantindo que o conhecimento prático e técnico seja a bússola de qualquer regulamentação.








