O cenário é comum em diversas cidades brasileiras, e agora gera reclamações intensas em Nova Friburgo (RJ): o aumento descontrolado da população de pombos (Columba livia) em praças públicas. O que para alguns é um passatempo — alimentar as aves — para moradores e comerciantes locais tornou-se um pesadelo sanitário e financeiro.

Sujeira e Risco Sanitário
Quem transita pelas áreas afetadas relata a impossibilidade de utilizar os espaços de lazer devido ao acúmulo de fezes nos bancos e calçadas. Além do mau cheiro e da poluição visual, a principal preocupação é com as doenças transmitidas pelas fezes secas dessas aves.
Quando as fezes ressecam e viram poeira, fungos e bactérias podem ser inalados, causando infecções graves como:
- Criptococose: Infecção que atinge o pulmão e pode migrar para o sistema nervoso central.
- Histoplasmose: Doença sistêmica que afeta principalmente os pulmões.
- Salmonelose: Bactéria presente nas fezes que pode contaminar alimentos próximos.
Comércio Afetado
Para os comerciantes, a infestação significa prejuízo. A presença constante das aves e a sujeira afastam a clientela, especialmente em estabelecimentos que servem alimentos. A limpeza diária tornou-se uma tarefa exaustiva e muitas vezes insuficiente diante da quantidade de aves.
A raiz do problema: Alimentação inadequada
Especialistas em controle inteligente de pombos alertam que a oferta de alimento humano (como pão, pipoca e restos de comida) é o principal fator para a superpopulação. Enquanto houver comida fácil, os pombos não migrarão e continuarão se reproduzindo em ritmo acelerado no local.
As autoridades reforçam que a população não deve dar alimentos aos pombos. A medida mais eficaz para controlar a infestação a longo prazo é cortar a fonte de alimentação e restringir o acesso a locais de abrigo e nidificação.




