Balneário Camboriú intensifica combate a pragas urbanas às vésperas da temporada de verão

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collage 1 - Pragas e Eventos
Foco principal na temporada é a Praia Central / Divulgação/CCPU

Com a chegada do calor e o aumento expressivo no fluxo de turistas, a Prefeitura de Balneário Camboriú, por meio do Centro de Controle de Pragas Urbanas (CCPU), ampliou suas operações de monitoramento e controle em toda a cidade. O objetivo é mitigar os impactos causados pelo aumento da temperatura e da geração de resíduos, fatores que historicamente favorecem a proliferação de pragas no verão, como insetos e roedores.

Ofensiva contra roedores na orla

A principal frente de batalha está concentrada na Praia Central. Equipes técnicas estão distribuindo iscas raticidas em pontos estratégicos da Avenida Atlântica e nos decks e pedras dos molhes da Barra Norte e Barra Sul. Segundo o CCPU, a oferta de alimentos deixados por frequentadores — como restos de iscas de pesca, pipoca e churros — é o grande atrativo para as ratazanas que circulam à noite.

Para garantir a eficácia da desratização, é fundamental seguir rigorosos protocolos técnicos, como os descritos nos 10 mandamentos no controle de roedores, que incluem não apenas o uso de iscas, mas principalmente a gestão ambiental e a limpeza dos locais infestados. A recente reforma no deck da Barra Sul também é apontada como um fator positivo para a higiene local.

Escorpiões e nova lei para pombos

Além dos roedores, a vigilância está em alerta máximo contra o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus). Buscas ativas, inclusive noturnas, são realizadas em bairros com focos recorrentes, como o Centro e a Praia dos Amores. Os animais capturados são enviados para a extração de veneno e produção de soro, essencial para o tratamento de acidentes com escorpiões.

Outra novidade é o combate à superpopulação de pombos. Um projeto de lei aprovado recentemente na Câmara de Vereadores proíbe a alimentação desses animais, dando respaldo legal para que fiscais possam orientar e, em última instância, multar quem insistir na prática, reduzindo assim os riscos de doenças respiratórias transmitidas pelas aves.

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