Além de dias abafados, o calor intenso aumenta a incidência de animais peçonhentos e silvestres em áreas urbanas. Em Cascavel (PR), a Vigilância em Saúde Ambiental já registrou vários casos de aparecimento de escorpiões e morcegos e, junto a eles, surgem diversas dúvidas da população. Continue a leitura porque vamos responder a principal delas: O que fazer?
Isolamento imediato: Não tente ser herói
A orientação de Clair Wagner, da Vigilância em Saúde Ambiental de Cascavel, é clara: nada de tentar virar herói com a mão ou com o chinelo. “Primeiramente, é preciso tomar cuidado para não ter contato, porque o escorpião é venenoso”, alerta.
Se você encontrar o animal, a recomendação é isolá-lo imediatamente. Use um balde ou um pote e coloque por cima dele. Se conseguir, coloque em um vidro, mas tomando muita precaução para não ter contato direto. Esse cuidado é a base do nosso alerta de prevenção contra a proliferação de escorpiões, facilitando a captura segura pela equipe técnica.
E se houver picada?
Nesse caso, o tempo é decisivo. “Se alguém levou uma picada de escorpião, a orientação é procurar atendimento médico imediato. Não espere”, orienta a especialista. A recomendação vale para qualquer pessoa, mas é ainda mais urgente quando envolve crianças e idosos, que podem ter reações muito mais graves e rápidas ao veneno.
Saber exatamente o que fazer em caso de picada de escorpião e correr para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou hospital de referência é o único caminho seguro para evitar desfechos trágicos.
Cuidado redobrado com morcegos!
Os morcegos também passaram a aparecer com mais frequência na cidade. Viu um morcego? Esteja o animal vivo, ferido ou morto, o cuidado deve ser exatamente o mesmo. Aqui vai um alerta importante: mesmo quando parecem inofensivos ou imóveis no chão, eles precisam ser avaliados por profissionais, pois são potenciais transmissores do vírus da raiva.
“Se encontrar morcego, morto, ferido ou vivo, o animal precisa ser verificado e analisado. Pra isso também é importante usar um balde, colocar em cima dele e acionar o plantão da Vigilância, que é o (45) 98804-7211. Os veterinários já vão verificar e passar as orientações”, detalha Clair.
Atenção especial aos tutores de pets: se um cachorro ou gato teve qualquer tipo de contato com o morcego (como morder, brincar ou cheirar), essa informação deve ser repassada no momento da ligação. O detalhe pode fazer toda a diferença no encaminhamento do caso e no protocolo de reforço da vacina antirrábica do seu animal.
Está em dúvida? Ligue!
Nem sempre é fácil identificar o risco que um animal silvestre representa. Por isso, a recomendação é não decidir sozinho. “É importante que, caso você tenha encontrado um animal diferente e você tem dúvidas, faça contato com o plantão do setor da Vigilância em Saúde Ambiental”, finaliza a especialista.



