Dengue e doenças emergentes: especialistas apresentam estratégias de controle na PestWorld

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PESTWORLD 2025 - Pragas e Eventos

“Enfrentando Ameaças trazidas por Mosquitos: Atualizações sobre Dengue, Doenças Emergentes e Estratégias Globais de Controle”.

Na última edição do PestWorld, realizada em Orlando, tivemos a participação do biólogo brasileiro Carlos Peçanha, pesquisador nas Ilhas Cayman, que dividiu a sessão sobre mosquitos vetores, atualizações e estratégias globais com Maegan Cross, da organização United to Beat Malaria.

A apresentação começou com um breve histórico sobre a importância dos mosquitos na evolução da humanidade e destacou características recentemente descobertas que ajudam a entender seu sucesso na transmissão de arboviroses. Um exemplo interessante: mosquitos infectados pelos vírus da dengue apresentam comportamento alterado, passando a picar mais vezes e por períodos curtos, além voar mais longe e demonstrar maior preferência por seres humanos — fatores que aceleram a disseminação do vírus.

Outro ponto abordado foi o elevado número de pacientes assintomáticos ou com sintomas leves, que continuam circulando sem diagnóstico e servem como fonte para infectar novos mosquitos, dificultando a identificação precoce de áreas de transmissão.

Na sequência, foram discutidos os métodos tradicionais de controle de larvas e adultos, reforçando a importância da vigilância preventiva e não apenas reativa.

 Também foram apresentadas novas tecnologias, como:

  • Liberação de machos estéreis, irradiados ou infectados com Wolbachia;
  • Mosquitos geneticamente modificados, criados para competir com a população local e impedir a reprodução de fêmeas. Essa técnica, conhecida como Aedes do Bem, foi desenvolvida pela empresa britânica Oxitec, em Oxford, e aperfeiçoada no Brasil.

A palestra, que contou com mais de 100 participantes e diversas perguntas, terminou com uma reflexão sobre o papel essencial do profissional de controle de pragas. Carlos destacou a necessidade de investir em conhecimento técnico e contratar especialistas para oferecer serviços de qualidade, evitando práticas como aplicações sequenciais de termonebulização, que além de ineficazes podem favorecer o surgimento de populações resistentes aos inseticidas.

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