A bióloga da ONG SOS Vida Silvestre, de Cachoeiras de Macacu, na Região Metropolitana do Rio, e professora da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Cecília Bueno explica que, nos humanos, a febre maculosa é transmitida através da picada do carrapato-estrela infectado pela bactéria causadora da doença, e pode variar desde as formas clínicas leves até graves, com elevada taxa de letalidade.

No Brasil, duas espécies de bactérias estão associadas a quadros clínicos da febre maculosa:
- Rickettsia rickettsii – produz a doença mais grave registrada no norte do estado do Paraná e nos estados da Região Sudeste.
- Rickettsia cepa Mata Atlântica – esta espécie tem sido registrada em ambientes de Mata Atlântica, produzindo quadros clínicos menos graves.
Cavalos e capivaras
Os animais geralmente hospedeiros de carrapatos, que podem conter uma dessas bactérias, são a capivara e o cavalo. De acordo com a bióloga Cecília Bueno, alguns cuidados podem evitar que isso ocorra.
“Em relação ao cavalo, é fundamental manter o pasto aparado o mais baixo possível, escová-los com frequência para eliminar os carrapatos maiores e cuidar também de outros animais domésticos que compartilhem o pasto”, orienta.
“Existem medicações que ajudam, mas devem ser sempre receitadas por veterinários”, complementa.
Ainda segundo Cecília, em relação às capivaras, é importante haver a preservação das matas ciliares (que ficam às margens de rios, igarapés, lagos, olhos d’água e represas), que são locais de habitat desses animais. “Quanto mais conservada for a mata ciliar, menos carrapatos as capivaras terão. A mata conservada tem um controle natural destes organismos”, diz.





