Uma tentativa caseira de controle de pragas terminou em desastre na cidade de Sinop, a 500 km de Cuiabá (MT). Uma casa de madeira foi completamente consumida pelas chamas após a moradora atear fogo em caramujos que infestavam o quintal. O caso, ocorrido nesta semana, serve de alerta máximo para os perigos do uso de métodos improvisados no combate a vetores urbanos.
O vento espalhou o perigo
Segundo relatos ao Corpo de Bombeiros, a proprietária realizava uma limpeza de rotina no terreno e decidiu queimar os moluscos acumulados, uma prática que ela afirmou realizar com frequência. No entanto, rajadas de vento fizeram com que o fogo perdesse o controle, alastrando-se rapidamente pela vegetação seca até atingir a estrutura da residência.
Apesar do susto e da perda material total — foram necessários 5 mil litros de água para o rescaldo —, ninguém se feriu. O incidente reforça que, em épocas de chuvas, quando as chuvas aumentam o risco de infestação de caramujo africano, a população tende a buscar soluções rápidas, muitas vezes ignorando os riscos de acidentes graves.
Fogo e Sal: Métodos condenados por especialistas
Especialistas em controle de pragas são unânimes: atear fogo jamais deve ser uma opção. Além do risco de incêndio, a queima não garante a eliminação dos ovos da praga, que permanecem no solo. Outro erro comum é o uso excessivo de sal, que contamina a terra e prejudica plantações.
A forma correta e segura de lidar com a praga envolve a catação manual (sempre com luvas para evitar doenças como a meningite), a quebra das conchas e o descarte em covas com cal virgem. Para saber mais sobre o protocolo seguro, confira como o CCZ orienta a população sobre o combate ao caramujo africano e métodos eficazes que não colocam sua família e seu patrimônio em risco.




