Com a intensificação do período chuvoso em Mato Grosso, as autoridades de saúde emitiram um alerta para o reaparecimento massivo do caramujo-africano (Achatina fulica). A combinação de umidade constante e calor cria o “berçário” ideal para a proliferação desenfreada desse molusco, que invade quintais, hortas e terrenos baldios em busca de alimento e abrigo.
Umidade: O gatilho para a invasão
A espécie, que não possui predadores naturais no Brasil, aproveita os dias chuvosos para sair de seus esconderijos e se reproduzir. Uma única fêmea pode colocar centenas de ovos, tornando o controle um desafio para a população. Como já orientamos anteriormente, as chuvas aumentam drasticamente o risco de infestação de caramujo africano, exigindo que os moradores mantenham a limpeza dos terrenos em dia para eliminar possíveis focos.
Riscos à saúde e manejo correto
A preocupação vai além do prejuízo em hortas e jardins. O muco do caramujo pode carregar parasitas perigosos, causadores de doenças como a angiostrongilíase abdominal e a meningite eosinofílica. O contato direto sem proteção é a principal via de transmissão. Casos recentes de meningite transmitida por caramujo em outras regiões do país servem de aviso para que a população mato-grossense não subestime o animal.
Ao encontrar os moluscos, a recomendação é nunca usar sal diretamente na terra, pois isso prejudica o solo e as plantas. O procedimento correto envolve proteger as mãos com luvas ou sacos plásticos, coletar os animais e seus ovos, e descartá-los de forma segura (quebra das conchas e enterro com cal virgem) ou entregá-los aos serviços de zoonoses locais.
Convite Especial: Entenda o impacto real dessa praga
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🔴 AO VIVO: Caramujos Africanos e Lesmas – Problema de Saúde Pública e Econômico
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