Uma fiscalização da Vigilância Sanitária resultou na interdição total de uma academia em Suzano, na Grande São Paulo, devido a uma grave infestação de pombos. O caso serve de alerta para gestores de estabelecimentos comerciais: a presença dessas aves não é apenas um incômodo estético, mas uma infração sanitária severa que coloca em risco a saúde de clientes e funcionários.
Fezes, penas e riscos respiratórios
Durante a inspeção, os agentes encontraram acúmulo de fezes em áreas de circulação de ar e estruturas do telhado, locais propícios para a proliferação de fungos. É importante lembrar que as fezes secas dos pombos, quando inaladas, podem transmitir a criptococose, uma infecção grave que afeta o pulmão e o sistema nervoso. Por isso, conhecer as doenças transmitidas por pombos é o primeiro passo para entender a gravidade dessa interdição.

O desafio do controle em grandes estruturas
Academias e galpões costumam ter pé-direito alto e forros abertos, características que atraem as aves em busca de abrigo seguro. A simples limpeza superficial não resolve o problema. É necessário adotar medidas de barreira física para impedir o pouso e a nidificação.
Especialistas alertam que a remoção dos ninhos exige proteção respiratória adequada e descarte controlado. Além disso, a limpeza de forro com foco em retirada de fezes de pombos deve ser realizada por empresas especializadas, garantindo que o ambiente esteja realmente descontaminado antes da reabertura ao público.
O estabelecimento em Suzano só poderá retomar as atividades após comprovar a total dedetização, higienização e implementação de barreiras físicas que impeçam o retorno das aves.




