A Prefeitura de Três Lagoas, por meio do setor de Vigilância em Saúde e Saneamento, emitiu um comunicado urgente à população. O período chuvoso, aliado às altas temperaturas, criou as condições ideais para a proliferação descontrolada do caramujo-africano (Achatina fulica) em terrenos baldios e quintais da cidade. O alerta visa orientar os moradores sobre o manejo correto para evitar acidentes e contaminações.
Umidade: O combustível da praga
Os técnicos reforçam que a reprodução desses moluscos é acelerada pela água. Em dias de chuva, eles saem de seus abrigos subterrâneos para se alimentar e procriar. Como já destacamos em alertas anteriores, as chuvas aumentam o risco de infestação de caramujo africano, exigindo que a limpeza de quintais seja diária para eliminar possíveis esconderijos como telhas, tijolos e madeira acumulada.
Perigo além da horta
A preocupação das autoridades de Três Lagoas não é apenas com os danos às plantas. O caramujo-africano é um hospedeiro intermediário de vermes que causam doenças graves em humanos, como a angiostrongilíase abdominal e a meningoencefalite. O contato com o muco do animal é a principal via de risco. Estudos já comprovaram casos de meningite transmitida por caramujo, tornando o uso de proteção (luvas ou sacos plásticos) obrigatório durante o manejo.
Como realizar o descarte seguro
A orientação do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) é evitar o uso de venenos, que podem contaminar o solo e animais domésticos. O procedimento correto consiste em:
- Proteger as mãos com luvas de borracha ou sacolas;
- Coletar os animais e os ovos (pequenas bolinhas brancas/amareladas) manualmente;
- Colocá-los em um recipiente resistente e quebrá-los para garantir a morte;
- Cobrir com cal virgem e enterrar em cova profunda, longe de lençóis freáticos.




