Moradores da Rua Francis Bacon, no Jardim Vera Cruz, Zona Leste de Londrina (PR), enfrentam uma rotina de sujeira e medo. O motivo não é uma infestação natural, mas uma “criação” particular: um idoso residente no local mantém cerca de 200 pombos domesticados, que são soltos para voar pelo bairro pelo menos três vezes ao dia, transformando a vida da vizinhança em um caos sanitário.
Chuva de fezes e penas
Segundo relatos, quando as aves são liberadas, elas pousam nos telhados, fios e quintais das casas vizinhas. O resultado é um acúmulo insuportável de penas e excrementos. Além do mau cheiro e da sujeira que exige limpeza diária, a principal preocupação é a saúde pública. As fezes secas dessas aves são o principal veículo de fungos letais. É vital lembrar que as doenças transmitidas pelas fezes dos pombos, como a criptococose, podem ser fatais se inaladas por idosos ou pessoas com imunidade baixa.

Alimentação inadequada agrava o problema
O caso expõe um erro comum: a alimentação artificial de animais sinantrópicos. Ao fornecer comida e abrigo, o morador interfere no equilíbrio biológico, gerando uma superpopulação que o ambiente urbano não comporta. Especialistas em controle de pragas reforçam que pombos urbanos são uma questão de controle inteligente e mudança de hábitos humanos, e não de estimação.
Os vizinhos afirmam já ter denunciado a situação à Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), mas relatam demora na fiscalização e no jogo de empurra entre os órgãos públicos. Enquanto uma solução definitiva não chega, eles permanecem com as casas fechadas, reféns da revoada diária.




